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sábado, 11 de outubro de 2014

A FIRMEZA DO CARÁTER MORAL E ESPIRITUAL DE DANIEL

Lição 2: A firmeza do caráter moral e espiritual de Daniel

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 1.1-8,17,20.

OBJETIVOS
Fazer uma retrospectiva da situação moral e política de Israel.
Explicar a força do caráter de Daniel.
Analisar as atitudes de Daniel e seus amigos na corte babilônica.

 INTRODUÇÃO 
Palavra Chave: Determinação. Na lição é a forte inclinação de Daniel e seus amigos em não se contaminar com as iguarias do rei.

- Nesta aula aprenderemos sobre a surpreendente história de quatro jovens judeus levados cativos para a Babilônia, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Porém, destacaremos a pessoa de Daniel.  

- Daniel, sua fidelidade a Deus e integridade moral em meio a uma cultura pagã.
- Daniel desafia a ordem do rei da Babilônia – maior autoridade do mundo de outrora.

Correlação/aplicação
- Estamos no século 21, um tempo marcado pelo paganismo, assim como aqueles jovens, somos desafiados a ter firmeza de caráter e uma postura moral que jamais negue a fé e a ética cristãs no mundo.

I. UMA RESTROSPECTIVA HISTÓRICA 
1. A situação moral e política de Judá.
- Após a deposição do seu irmão Jeoacaz, Jeoaquim (Dn 1.1) ascendeu ao trono de Judá por intermédio de Neco, o faraó do Egito (2Rs 23.34).

- Jeoaquim fez o que era mau aos olhos do Senhor, o que resultou no CATIVEIRO.


- Vemos então que as pretensões de Nabucodonosor não eram somente de cunho material, e sim igualmente cultural, pois ele levou os nobres da casa real versados no conhecimento, dentre os quais estavam Daniel, Hananias, Misael e Azarias. 

2. A situação espiritual de Judá.
- Depois da grande reforma política e religiosa em Judá, promovida pelo rei Josias, os filhos deste se desviaram do Deus de Israel. Os sacerdotes, a casa real e todo o povo perverteram-se espiritualmente.

- O rei Zedequias, por exemplo, “endureceu a sua cerviz e tanto se obstinou no seu coração, que se não converteu ao Senhor, Deus de Israel” (2Cr 36.13).

- Judá permitiu que a casa de Deus fosse profanada pelas abominações gentílicas. O reino do Sul conseguiu entristecer o coração do Senhor!

3. O império babilônico arrasa o reino de Judá.
- A sequência do texto do primeiro versículo diz: “veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou” (v.1).

- Houve três incursões do rei da Babilônia contra Judá. Na primeira, o império babilônico levou os tesouros da casa do Senhor. Isto ocorreu no terceiro ano do reinado de Jeoaquim (ano 606 a.C.).

- Na segunda incursão, no oitavo ano do reinado de Jeoaquim, Nabucodonosor deportou os nobres da casa real (ano 597 a.C.).

- A última incursão deu-se no ano 586 a.C., quando o templo de Jerusalém foi saqueado, destruído e queimado, bem como os muros da cidade santa, derrubados (2Rs 25.8-21).

- Nabucodonosor levou os utensílios da Casa de Deus para o santuário da divindade babilônica, Marduque, chamado também de Bel, a quem o rei babilônico atribuía todas as conquistas imperiais. 

II. A FORÇA DO CARÁTER 
Caráter. Grego. Gravar.
Caráter é a parte enrijecida da personalidade de uma pessoa, é a firmeza moral de uma pessoa, é o sinal visível de sua natureza interior.
Personalidade é a soma do Temperamento, Hábitos e Caráter de uma pessoa.

1. A tentativa de aculturamento dos jovens hebreus (1.3,4).
- Os jovens hebreus tinham um caráter ilibado, mediante a educação e o testemunho observado em seus pais.

- Para obter apoio daqueles jovens e usar a inteligência deles ao seu favor, Nabucodonosor sabia que, obrigatoriamente, teria de moldá-los, aculturando-os nas ciências dos caldeus.

- Porém, muito cedo os babilônios perceberam que a formação cultural e, sobretudo, religiosa dos jovens hebreus, era forte. Não seria fácil fazê-los esquecer de suas convicções de fé.

- Por isso, Nabucodonosor os submeteu a processo de aculturamento. Para esta finalidade, o imperador caldeu elaborou um programa cultural que fosse eficaz na extinção da cultura judaica: Os jovens hebreus participariam da mesa do rei (1.5).

2. O caráter colocado à prova (1.5-8).
- Daniel e os seus amigos foram colocados à prova em uma cultura diferente de uma terra igualmente estranha. A formação desses jovens chocava-se com a cultura babilônica. Em outras palavras, eles eram firmes em seu caráter! Em especial, no caso de Daniel, o seu caráter íntegro tinha a ver com a sua personalidade.

- Ele assentara em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei que, como se sabe, eram oferecidas aos deuses de Babilônia. Daniel e os seus companheiros, apesar de serem bem jovens, demonstraram maturidade suficiente para reconhecer que o exílio babilônico era fruto do pecado cometido pelo povo de Judá e seus governantes.

- O mundo hoje oferece um banquete vistoso para contaminar os discípulos de Cristo. Entretanto, devemos nos ater ao exemplo de Daniel e dos seus amigos. Aprendamos com eles, pois as suas vidas não consistiam em meras tradições religiosas, mas em uma profunda comunhão com Deus. Eles eram fiéis ao Deus de Israel e guardavam a sua Palavra no coração para não pecar contra Ele (Sl 119.11).

 III. A ATITUDE DE DANIEL E DE SEUS AMIGOS 
1. Uma firme resolução: não se contaminar (Dn 1.8).
- Quando Aspenaz, chefe dos eunucos, recebeu ordens de Nabucodonosor para preparar os jovens hebreus, ele os reuniu e deu-lhes ordens quanto à dieta diária (1.5). Em seguida, trocou-lhes os nomes hebreus por outros babilônicos: Daniel foi chamado “Beltessazar”; Hananias, “Sadraque”; Misael, “Mesaque” e Azarias, “Abede-Nego”.

- Porém, cuidadosa e inteligentemente, Daniel propôs outra dieta a Aspenaz e o convenceu. Como as iguarias do rei da Babilônia eram oferecidas aos deuses, Daniel e seus amigos não quiseram se contaminar. Essa corajosa atitude representava muito e tinha um profundo significado na fé de Daniel e dos seus amigos. Eles sabiam que seriam protegidos do mal!

2. Daniel, um modelo de excelência.
- Mesmo sendo levado muito jovem para o exílio babilônico, Daniel conhecia verdadeiramente o Deus do seu povo. Daniel tinha convicção de que alimento algum, por melhor que fosse, teria mais valor que o relacionamento entre ele e Deus.

- A exemplo de outros jovens descritos na Bíblia — Samuel (1Sm 3.1-11), José (Gn 39.2), Davi (1Sm 16.12) e Timóteo (2Tm 3.15) —, Daniel é um modelo de excelência para a juventude que busca uma vida de retidão e compromisso com o Evangelho e a sua ética. A devoção de Daniel é inspiradora para todos que desejam conciliar a vida cultural, em uma sociedade sem Deus, com uma vida de oração e de compromisso com o Evangelho (Dn 6.10).

3. Daniel: modelo de integridade x sociedade corrupta.
- A imponência dos templos babilônicos, o poder político do Estado e a classe sacerdotal dos caldeus escondiam o processo de corrupção sistemática que, mais tarde, culminaria na queda daquele império.

- Em meio a toda aquela cultura pagã, o jovem Daniel manteve-se íntegro, crente, honrando a Deus nas atividades políticas e respeitando as autoridades superiores. Ele cumpriu os deveres esperados de um bom cidadão babilônico. 

- Todavia, quando Daniel foi desafiado pelos ministros do império a abandonar a fé, o profeta não se dobrou, antes, continuou perseverante na fé uma vez dada aos santos. Mesmo que isto custasse a sua integridade física. Daniel manteve-se fiel! 

CONCLUSÃO 
Como preservar um caráter puro em meio a uma sociedade corrompida? Esta pergunta pode ser respondida à luz da vida de Daniel e seus amigos. Elas estimulam-nos a ver a vida com o olhar de Deus, o nosso Pai. Fomos chamados por Deus a ser sal da terra e luz deste mundo. Para isso, precisamos guardar o nosso coração e viver uma vida de comunhão com Deus. Testemunhando o Evangelho para todos quantos necessitam desta verdade libertadora.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 

ZUCK, Roy B (Ed). Teologia do Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.

LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2013.

http://psicologiaaplicadaets.blogspot.com.br/2012/08/carater-personalidade-temperamentos.html

Lição bíblica das Assembleia de Deus, com pequenas alterações. 

Alan Fabiano. 

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