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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Lição 5: DEUS ABOMINA A SOBERBA

2 de Novembro de 2014

Texto base 
Daniel 4.10-18.

OBJETIVOS 
Analisar a soberania divina na vida de Nabucodonosor.
Saber que Deus falou com Nabucodonosor por intermédio dos sonhos.
Compreender a fidelidade da pregação de Daniel para o rei.

INTRODUÇÃO 
- Nesta aula estudaremos o capitulo quatro de Daniel, cujo conteúdo relata o testemunho pessoal do rei Nabucodonosor. 
- Nabucodonosor relata o seu estado de loucura, sua convivência com os animais, isso aconteceu após a sua soberba (v.30). 
- O rei vive como os animais por um período denominado “sete tempos”, após este período ele (o rei) reconhece a Soberania de Deus e O adora (v.34). 

O texto do capítulo quatro nos revela três fatores: 
1. O que pode ocorrer com alguém que por vaidade e soberba, não reconhece a Soberania de Deus e não se curva diante dEle. 2. O completo domínio de Deus sobre toda criatura que há no Céu e na Terra e 3. O resultado da união da justiça e misericórdia de Deus, com o propósito de salvar o homem do seu estado de depravação.

- Após esta aula cresceremos no que diz respeito à humilhação humana diante da Soberania de Deus.  

I. A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4.1-3) 
1. Nabucodonosor, chamado por Deus para um desígnio especial (Jr 25.9).
- Nabucodonosor reinou na Babilônia (604 – 562 a.C); 

Nabucodonosor foi um instrumento utilizado por Deus para as seguintes tarefas: 
a. Punir o reino do Sul, em face de sua desobediência à Deus (Jr 21.9); 
b. Revelar ao mundo a cronologia de alguns eventos apocalípticos (Dn 2.28); 

c. Mostrar ao mundo de sua época e o presente, que Deus é Soberano e não há outro Deus além dEle (Dn 3.28,29; 4.1-3,37); 
d. Mostrar que toda autoridade e governo humanos são constituídos por Deus (Dn 4.32); 
e. Mostrar que os “grandes e os pequenos” hão de se dobrar diante de Deus (Dn 4.37). 

2. A soberba de Nabucodonosor. (v.28-33)
- Apesar de ser reconhecida a instrumentalidade de Nabucodonosor nas mãos de Deus, aquele rei se mostrou um ousado desafiador da soberania de Deus (Dn 3.14,15); 


- Vemos ainda que Nabucodonosor teve um ano para se arrepender e não o fez (v.27,29); 

- Engodado pela sua arrogância e “endeusamento”, Nabucodonosor passou um período denominado “sete tempos”, na seguinte situação: 
- Perde o seu reino (v.31); 
- Perde sua majestade (v.36); 
- Perde o seu resplendor (v.36);
- Foi tirado do convívio social (v.32);
- Perde a razão (v.34); 
- Comporta-se como os animais (v.32); 
- Se alimentava das ervas do campo (v.32);
- Seu corpo sofreu alterações (cresceu pelos e unhas grandes) (v.33);
- Recebeu um coração de animal (v.16). 

Sete tempos. Este período não está definido claramente, contudo, a maioria dos estudiosos acreditam que se trata de um período de sete anos, com a mesma ideia concorda o historiador Flávio Josefo, História dos hebreus, pag. 490. [...] “431.  Daniel 4. Algum tempo depois, o príncipe teve outro sonho, no qual parecia que ele fora privado do reino e passara sete anos no deserto com os animais, sendo em seguida restaurado à primitiva dignidade.” 

- Estas foram as terríveis alterações experimentadas pelo rei Nabucodonosor, sejamos, pois humildes aos pés do Senhor, sem Ele não somos nada e não podemos fazer nada (Jo 9.33). 

- Devemos reconhecer a Sua soberania em todos os momentos de nossas vidas (Tg 4.10; 1 Pe 5.6). 

3. Nabucodonosor proclama a soberania de Deus (Dn 4.1-3).   
- Decorridos “sete tempos” e após um estado extremo de humilhação, Nabucodonosor teve sua vida restaurada em todos os sentidos (v.36): 
- Convívio social;
- Reino; 
- Majestade; 
- Resplendor;
- Razão; 
- Seu corpo;
- Seu coração. 

Logo após a restauração citada acima, o rei se comporta como um adorador do Senhor Deus de Israel. 
- Proclama a Paz a todos os povos, línguas e nações (v.1);
- Faz notório a todos os povos, os sinais e maravilhas que Deus realizou em sua vida (v.2);
- Reconhece que os sinais e maravilhas de Deus, são poderosos (v.3);
- Que o Reino de Deus é um reino eterno (v.3);
- Que o domínio de Deus é de geração em geração (v.3);
- Louva, exalta e glorifica a ao Rei do céu (v.37); 
- Reconhece que as obras de Deus são verdadeiras (v.37); 
- Que seus caminhos são justos e 
- Que pode humilhar aos que andam na soberba (v.38). 

Que terrível forma de aprender a soberania de Deus!. 

II. DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4.4-9) 
1. Deus adverte Nabucodonosor através de um sonho.
- Sonho. Conjunto de ideias e imagens que se apresentam ao espírito durante o sono. 
- Revelação. Ato pelo qual Deus torna conhecido um propósito ou uma verdade. 

- O sonho é um dos canais de comunicação entre Deus e o homem, caso comprovado no Antigo Testamento (Nm 12.6; 1 Sm 28.6; Jó 33.15), no Novo Testamento (Mt 1.20; 2.22) e em nossos dias (Jl 2.28).  

- O sonho ainda é utilizado por Deus para nos encorajar, advertir de algo ruim que poderá acontecer, consolar e até confirmar algo que almejamos. 

- No caso em epigrafe, trata-se de um sonho com profundos significados, que revelavam os propósitos de Deus para a vida de Nabucodonosor. Podemos classificar este episódio como uma revelação através de um sonho. 

- Destaca-se ainda que apesar de o sonho ainda ser um dos meios de conhecermos os propósitos de Deus para nós – temos também a Palavra de Deus, que não falha (Hb 1.1). 

2. Daniel é convocado (Dn 4.8).
- Interpretar sonhos era um dom que Daniel recebera de Deus, e tal dom foi conhecido entre os babilônicos desde o início do exílio dos judeus (Dn 1.17). 

- Daniel mais uma vez é convocado pelo rei, pois o rei já sabia que sobre Daniel havia um Espírito diferente dos que ele conhecia, por este motivo afirma “sei que em ti há o espírito dos deuses santos”. O Espírito Santo era o autor imediato da extraordinária capacidade que Daniel tinha de interpretar sonhos (2.22).  

Aplicação pessoal. 
Aprendemos aqui a importância do servo de Deus está em íntima comunhão com o Senhor, pois a qualquer momento alguém pode solicitar um socorro espiritual. 

Daniel é impactado pelo sonho: 
a. Fica atônito; 
b. Os seus pensamentos se turbaram; 
c. Daniel deseja que o sonho seja para os que tem ódio do rei e;
d. Que a interpretação fosse para os inimigos do rei. 

- Isso ocorreu porque Daniel tomou conhecimento dos enigmas relatados no sonho do rei e com certeza compreendeu que se tratava de algo jamais visto. 

3. Daniel ouve o sonho e dá a sua interpretação (Dn 4.19-26).
- Os versículos 9 a 18, descreve o sonho de Nabucodonosor; 
Daniel o interpreta da seguinte forma:
a) Uma árvore majestosa (vv.11,12). És tu, ó rei (v.22). Com esta declaração Daniel aplica o sonho a Nabucodonosor e ao seu reino.
Vejamos. 
A ÁRVORE representa abrigo, proteção, beleza, utilidade, fortaleza, durabilidade, seus frutos servem de alimentos (Sl 1.3; Mt 13.31-32). Isso representa o reino babilônico, que servia de proteção e abrigo para os povos. 

Aplicação pessoal
- Assim é a glória dos homens, como uma árvore que cresce e se torna frondosa e, de repente, é derribada (1 Pe 1.24), isso mostra que toda suficiência vem de Deus, o homem em si mesmo não tem suficiência alguma. 
- Deus abate os soberbos (4.37) e a Sua glória não divide com ninguém (Is 42.8).

b) Juízo e misericórdia são demonstrações da soberania divina. 
A CEPA (ARA). Parte inferior do tronco de árvore, que está dentro da terra unida às raízes.
MAS O TRONCO (ARC). Indicando que o objetivo não era destruir Nabucodonosor completamente, mas: 1. Despir-lhe de sua dignidade (v.14); 2. Mostrar que O Altíssimo tem o domínio sobre os reinos dos homens; 3. Que O Altíssimo dá honra e capacidade a quem quer; 4. Que O Altíssimo levanta até o mais humilde dos homens para governar e 5. Dar-lhe a oportunidade de se converter e reconhecer a glória de Deus (vv.27,37). 

c) O papel dos anjos nos desígnios divinos. 
Um vigia (v.13,15). No Antigo Testamento, os anjos tinham uma atividade mais presente na vida do povo de Deus. Em o Novo Testamento, eles continuaram suas atividades em obediência ao Criador, porém, para a orientação da igreja de Cristo, Deus concedeu o Espírito Santo que a assiste em tudo. Entretanto, ainda hoje ouvimos testemunhos tais como: ...na hora do acidente vi um anjo...; enquanto caminhava sozinho, um amigo diz ter visto uma segunda pessoa ao meu lado. 

- Estes testemunhos tem fundamento bíblico (Sl 37.4; Hb 1.14).  
- Os anjos não podem ser cultuados (Cl 2.18). 

III. A PREGAÇÃO DE DANIEL 
1. A pregação de Daniel.
- Apesar de Daniel haver demonstrado certo receio em transmitir ao rei a terrível mensagem, não significa que ele não tivesse coragem para transmiti-la de imediato, pois se trata de uma situação normal a qualquer profeta de Deus, pois a tarefa de ser profeta não é tão simples. 

Para refletir:
Exemplo: Deus diz a um profeta “diga ao pastor presidente, do seu campo, que coloque sua casa em ordem, pois certamente morrerá dentro em breve”.  É difícil transmitir uma mensagem como essa... 

A pregação de Daniel ao rei. 
- “... põe limites, pela justiça, em teus pecados e em tuas iniquidades”; 
- “... usa de misericórdia para com os pobres”;
- “... talvez se prolongue a tua tranquilidade”. 

Aplicação pessoal
- Sejamos corajosos para transmitir os desígnios de Deus, independente do status do receptor da mensagem (Jr 1.7). 

2. O pecado de Nabucodonosor em relação aos pobres.
- Injustiça social. Este era um dos pecados de Nabucodonosor. 

- A atualidade desse ponto é tão verdadeira que a mesma recomendação de cuidado aparece em o Novo Testamento, no contexto da igreja (Gl 2.10).

CONCLUSÃO 
Que Deus nos livre da soberba, a qual pode segar o homem (1Tm 3.6; 6.4). Através da vida de Nabucodonosor, aprendemos que os males que sobrevém a uma pessoa soberba, podem ser sem precedentes, trás a destruição do ministério, da família, da honra, dos amigos, da dignidade e acima de tudo a comunhão com Deus. 

Em contra partida, aprendemos que Deus usa da sua multiforme graça para salvar o pecador e para mostrar que a sua glória Ele não divide com ninguém. 

Vimos ainda a importância de sermos humildes aos pés do Senhor, sabendo que dEle, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Ámem. (Rm 11.36).  

Por Alan Fabiano.


Bibliografia. 
Bíblia de Estudo (ARA) - SHEDD.
Bíblia de Estudo (ARC) - Plenitude.
Bíblia de Estudo (ARA) - Genebra. 
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP: Vida, 2000.
JOSEJO. Flávio. História dos Hebreus - De Abraão à queda de Jerusalém - Obra completa. 11ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 2007. 

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