Pesquisar neste blog

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LIÇÃO 7: INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE

Data: 16 de Novembro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Dn 6.4).

Texto base: 
Daniel 6.3-5,10,11,15,16,20.

APRESENTAÇÃO
Daniel viveu em uma sociedade pagã, porém ele manteve-se fiel e temente ao Senhor. Foi um importante profeta e estadista que fez a diferença diante dos reis a quem serviu. Ele experimentou terríveis provas, como a cova com leões famintos, mas em todas elas agiu como um vencedor. Daniel exercia importantes funções no reino, era dedicado na oração e firme em seu caráter como servo de Deus. Assim como Daniel, é necessário ao cristão, ter o seu devocional diário, pois sem intimidade com o Espírito Santo é impossível vencer as ordens do sistema mundano que nos envolvem, não podemos esquecer que o mundo jaz no maligno.

OBJETIVOS
Saber que Daniel era um homem íntegro, mesmo vivendo em um meio corrompido.
Analisar o caráter íntegro de Daniel.
Compreender porque Daniel foi parar na cova dos leões.

INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Integridade. Caráter, qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível, cujos atos e atitudes são irrepreensíveis.

- Nesta lição estudaremos o capítulo seis do livro de Daniel, onde destacaremos o valor da integridade moral e espiritual de Daniel e seus amigos durante o reinado de Dario.

- Daniel agora era um homem idoso, todavia, apesar das falsas acusações que o levaram à cova dos leões, manteve sua fé em Deus inabalável.

I. DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO CORRUPTO (Dn 6.1-6)
- Daniel foi levado para a Babilônia em 606 a.C, com a idade de aproximadamente 17 anos.
- O evento da cova dos leões ocorreu aproximadamente em 538 a.C, quando Dário I começou a governar, sendo assim, Daniel estava com a idade de 85 anos.

- Haviam se passados aproximadamente 68 anos, desde que Daniel e seus companheiros foram levados para o palácio babilônio.

- O tempo só fortaleceu a integridade moral e espiritual de Daniel, mesmo vivendo em meio à idolatria e corrupção, ou seja, Daniel não perdeu sua IDENTIDADE, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome...” 2 Cr 7.14.

1. Dario reorganiza o governo e delega autoridade administrativa (Dn 6.1-3).
- Dario (Gobrias). Rei da Média.
- Ciro, o Grande. Rei da Pérsia: Conquistou a Média em 550 a.C, Ásia Menor, em 546 e Babilônia em 538 a.C; Libertou os exilados e decretou a reconstrução do templo (Ed 1.1).

- Quem invadiu Babilônia na noite da festa (5.1) foi Ciro. Portanto, Dario foi seu co-regente. (Ed 1.1; Dn 6.28).

- 6.1 Sobre o reino. Parece se tratar apenas do reino da Babilônia, que agora fazia parte do império dos Medos e dos Persas. Sátrapas. Pequenos governadores locais da província.
- 6.2 Dano. Perda de impostos que os 120 oficiais tinham a cobrar.
- 6.3 Sobre todo o reino. Como governador geral da Babilônia. Espírito excelente (5.12). Daniel era um dos três presidentes, entretanto, fazia a diferença em tudo. Podemos dizer que Daniel era um líder diligente, sábio, tinha habilidade de solucionar casos difíceis, dedicado ao trabalho e fiel ao rei, zelando de sua integridade moral e espiritual, ou seja, Daniel era de fato sal e luz naquela terra (Mt 5.13-16). 

2. Daniel se torna alvo de uma conspiração (Dn 6.4,5).
- Em face do espírito excelente de Daniel, sendo um homem irrepreensível em todo modo de viver (Fp 2.15), seus pares (presidentes) e seus subordinados (sátrapas) v.4, conspiraram contra ele por ciúme e inveja.

Outras vítimas conspirações.
- Assim fizeram os irmãos de José (Gn 37.4,11,18,24; At 7.9);
- Os fariseus com o Senhor Jesus (Mt 22.34);
- Fizeram assim com os Apóstolos (At 5.17,18);
- E assim fazem conosco (Mt 10.22; 24.9).

- Manter a identidade cristã, tem preço, estejamos pois, dispostos, sabendo que o nosso Redentor vive. Aleluia!

3. O perigo das confabulações políticas.
Confabular. 1. Conversar com familiaridade, sem cerimônia, esp. para trocar ideias, opiniões, impressões. 2. Falar, conversar sobre assunto secreto, misterioso ou suspeito. 3. P.ext. Pop. Planejar ou combinar (algo) em conjunto.

- Os presidentes e os sátrapas, confabulam entre si, uma estratégia para prejudicar Daniel (v.4-6).
- O decreto proposto ao rei, tinha aparência de lisonjas ao rei, o que o fez assinar o decreto com facilidade, mas se tratava de um plano maquiavélico contra Daniel (v.9).

- 6.8 Lei dos medos e dos persas. Assinando o decreto, nem o rei poderia revogar, assim, o rei ficou refém da própria lei, tendo em vista que ele se empenhou para livrar Daniel da cova dos leões até o pôr-do-sol (v.14).

- 6.15 Mas já era tarde.

- Assim com ocorreu com Daniel, aqui no Brasil, há várias propostas de leis tramitando no Congresso Nacional, contra a igreja de Cristo e só não foram aprovadas por oposição da bancada evangélica, por isso, devemos visitar o site do Congresso e verificar tais propostas e quem são seus autores.

II. DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS (Dn 6.10-16)

1. Nenhuma trama política mudaria em Daniel o seu hábito devocional de oração (Dn 6.10).
Integridade. Solidez ou estado de ser inteiro, isto é, completo.

- 6.10 Quando soube. Daniel percebeu que a lei foi planejada para atingir sua pessoa, pois jamais se envergonhara de servir e adorar a Deus. Tal pressão não abalou a sua fé, mas com certeza o encorajou mais ainda.

- Desde muito jovem Daniel já tinha sua decisão espiritual formada e bem definida, ou seja, os ensinamentos e experiências que recebera de seus pais foram bem aplicados em sua vida e sedimentados em seu coração lhe formando um caráter firme.

- Nenhum decreto humano ou lei pode inibir o hábito do cristão em servir a Deus, sabemos que por não ceder aos caprichos humanos, muitos cristãos têm sido mortos, contudo, suas almas estão guardadas em Cristo Jesus (At 5.29; Ap 20.4).

2. A momentânea vitória dos conspiradores.
- Cientes da integridade de Daniel, os inimigos apenas esperaram o horário costumeiro para fazer o flagrante do “infrator” (v.11). De posse das provas, foram ao rei e reivindicaram que a lei dos medos e dos persas fosse cumprida (vv.12,13). Só então Dario percebeu que havia sido usado para que os inimigos de Daniel conseguissem o seu intento (vv.13-15).

- Esta cena nos lembra do Senhor Jesus no Getsêmane (Mt 26.47).

- Deus as vezes não nos livra DA cova e sim NA cova (Is 43.2).

3. Preservando a integridade (Dn 6.18-22).
- Daniel nos deixou o exemplo de que é possível permanecer íntegro mesmo vivendo em meio à corrupção (1.2; 5.12; 6.10).

Reflexão
- Os servos de Deus são chamados para ser luz em meio às trevas (Fp 2.15).
- Uma pessoa íntegra não é dividida, não age com duplicidade, não finge, não faz de conta e, mesmo diante do perigo, não nega a sua fé (Hb 12.1; 1 Tss 5.23). 

- 6.10 Janelas abertas. A maior prova de intrepidez de Daniel, em permanecer servindo a Deus e não aos homens (Pv 28.1). 

Aplicação
- As pessoas íntegras não escondem nada de ninguém. Suas vidas são transparentes.

III. DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Dn 6.16-24)
1. Daniel preferiu morrer a se dobrar diante de um edito maligno (Dn 6.16,17).
- Daniel não discutiu nem questionou com o rei o seu edito (At 8.32).
Compare com (3.18). 

- A integridade de Daniel, não o livrou da maldade e da inveja dos seus inimigos, pois foi denunciado, preso e lançado na cova dos leões (vv.16,17).

- 6.16 Leões. Os persas adoravam o fogo; tinham meios de executar os réus sem empregar a fornalha (3.6).

- Daniel não negociou a sua fé, como muitos fazem atualmente. 

2. Daniel foi protegido da morte pelo anjo de Deus (Dn 6.22,23).
- A firmeza de Daniel estava acima de qualquer trama diabólica (Rm 8.35-37).

- 6.22 Anjo. Compare com 3.25. Inocência. Fé perante Deus, fidelidade para com o rei. O respeito mútuo foi sincero (vv 16,18,20,23).

- Com essa confiança, resignadamente aceitou a sua arbitrária condenação (vv.16,17).

- Na cova, Daniel constatou o livramento do Senhor, que enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, os quais não puderam devorá-lo (v.22; Sl 34.7; Is 43.2).

- Daniel foi retirado da cova sem nenhum ferimento (vv.22,23; 3.27).

- O nome de Deus foi glorificado, pelo próprio rei pagão (vv. 26,27).

- A vingança do rei. Ordenou que todos aqueles que haviam tramado contra Daniel fossem lançados na cova (v.24). Compare com: Ester 6.

3. Deus mais uma vez foi glorificado através da vida de Daniel (Dn 6.22,23,25-28).
- Mediante a fidelidade de Daniel, o rei Dario aprendeu uma importante lição e, por isso, decidiu honrar o Deus de Daniel com um edito.

- Este decretava que todos os habitantes do império babilônico temessem ao Deus de Daniel (vv.26,27).

- Portanto, não há e nem houve um Deus como o da Igreja.

CONCLUSÃO
Daniel foi próspero e abençoado durante todo o reinado de Dario e Ciro, o persa (v.28). Deus honrou a fé do seu servo. Ele também vai honrar a sua fé e o livrará de todo o mal. Confie! Atualmente, os inimigos dos servos de Deus também procuram, mediante articulações ardilosas, caluniar e mentir contra aqueles que servem ao Senhor fielmente e se destacam no cenário político e eclesiástico. 

Estes lançam calúnias a fim de denegrir a integridade daqueles que legislam e realizam seu trabalho com excelência. Muitas vezes os íntegros também padecem diante de leis injustas. A fé do profeta fez com que ele mantivesse sua comunhão com Deus mesmo em tempo de crise. A fé em Deus nos dá paz e convicção interior para enfrentar as situações adversas da vida. Como crentes, estaríamos dispostos a sacrificar nossa vida e até morrer pelo nome de Jesus? O Mestre declarou que no final dos tempos os verdadeiros discípulos seriam odiados, atormentados e levados à morte. Temos pessoas como Daniel? Oremos a Deus para que sejamos como este profeta.


Por Alan Fabiano.


BIBLIOGRAFIA 
Biblia Sagrada - ARA - SHEDD
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Edição. São Paulo, SP: Editora Vida, 2000. 
ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida, 2007.
ZUCK, Roy B. (Ed). Teologia do Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5ª Edição. RJ: CPAD, 2013.
http://dicionariocriativo.com.br/significado/confabular

Nenhum comentário:

Postar um comentário